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Oeste DOG Camp – Vídeos sobre cães

A escola de Treino Canino Oeste DOG Camp, iniciou recentemente uma série de vídeos pedagógicos, alusivos a boas práticas na Educação, Sociabilização e Obediência de um cão.

Veja o primeiro vídeo da série, sobre cães:

Canal do Youtube do Coordenador Técnico Cláudio Nogueira:
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Cláudio Nogueira
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Um dia de cão…No facebook.

facebook-like

As redes sociais, onde o facebook em Portugal se destaca, são um excelente meio de divulgação das mais diversas situações do quotidiano dos seus utilizadores. Não será por acaso que grandes marcas apostam nestes canais de comunicação para perceber hábitos e preferências dos seus clientes ou potenciais clientes.

O meu circulo de “amigos” no facebook, na sua esmagadora maioria, tem um ponto em comum: Os cães e actividades inerentes. Esta realidade, tal e qual as marcas, permite-me aferir a postura em relação ao cães, dos mais diversos tipos de pessoas com os mais diversos tipos de perfis.

Um olhar ligeiramente mais atento sobre “Posts” publicados ou “Likes” efectuados, não deixa duvidas sobre aquilo que se passa em torno da detenção de cães. Negligencia, Irresponsabilidade e ignorância, são facilmente detectáveis.

Um Post sobre uma temática de saúde ou comportamento animal, é merecedor de “3 Likes”. Num “dia de sorte”, talvez alguém até partilhe este tipo de publicação.

Em oposição, uma foto de um cão deitado em cima da cama, junto de uma almofada desfeita, dispara para os “210 Likes”, acompanhado de “50 partilhas”. Claro está, este tipo de Post é ainda reforçado com “32 comentários” onde cada utilizador conta os feitos mais destrutivos do seu cão.

Enquanto os “LOL´s” proliferam, os internamentos ( por vezes com consequencias fatais ) nas clínicas veterinárias, igualmente proliferam. Seguem-se operações de urgência, Raio-X para detecção de corpos estranhos que poderão ter sido ingeridos, entre outros cenários. Quando assim acontece, donos desolados, choram e imploram ao Sr. Dr. para salvar o seu “menino”. É como de um filho se tratasse, dizem. Pessoalmente, quando ouço tal comentário, dou graças pelo facto destas pessoas não terem filhos.

Complementarmente, não há dia que não surja nas “ News feed”, a divulgação de mais um cão “muito amado” que se perdeu. Imaginem: Até se dá recompensa a quem o encontrar. Isto é “amor”. Primeiro, condenam os cães à sua sorte, depois desesperam. Tristeza…

Pessoas que não controlam os seus cães, soltam-nos na via publica. Pessoas com cães em quintais, acreditam que um muro de 1,50cm é suficiente para evitar uma fuga. Pessoas que não se dignam a passear o cão na rua ( faz frio – chuvisca – Estão de pijama e chinelo ), abrem a porta para o exterior, acreditando sempre que o “bilhete” é de ida e volta. Estas realidades, não raramente, originam finais infelizes. As consequencias que daqui advêm não podem ser apelidadas de acidentes ou má sorte, mas sim de negligencia e desrespeito pelo cão…e por terceiros. Ainda assim, o mais longínquo utilizador da rede social, enquanto boceja, não deixa de escrever com grande vigor: “Vamos todos ajudar a encontrar o FiFÓ!”.

Quando pensamos que para um dia chega de tanta irresponsabilidade, surge ainda o Post daquela mãe que comprou o cão para o filho. Queria melhorar a auto-estima da criança, mas a auto-estima está na mesma, a casa está mais suja, odor a cão anda no ar e o filho passou a ser mordido nas mãos. Desesperadamente, pede ajuda. Dicas diversas, ofensas e “especialistas” em modificação comportamental, alimentam os mais diversos comentários do Post da mãe desesperada.

Post atrás de Post, o facebook ilustra bem a realidade em redor dos cães de companhia.

Muito se luta pelos direitos dos animais, mas parece que poucos percebem de onde vem verdadeiramente o problema. A maioria dos detentores de cães não conhece as suas obrigações e deveres. Não menos grave, os detentores tem uma visão infantil e desfasada daquilo que é um cão e das suas verdadeiras necessidades.

Cláudio Nogueira
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Donos confusos e preocupados ( alguns… )

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Não raramente os donos conseguem desenvolver maus hábitos na educação e no treino dos seus cães. Com o crescimento do cão, os referidos maus hábitos acabam por ganhar proporções maiores , potenciando consequências negativas.

São exemplo disso:

– Desobediência generalizada;

– Obediência contextualizada a situações / ambientes específicos ( controlo aparente );

– Ansiedade de separação / Stress;

– Brincadeiras que envolvem mordidas frequentes nos donos;

– Cães receosos ou reactivos aos estímulos exteriores;

– Cães possessivos em relação a lugares, objectos e comida;

– Cães destruidores e com vocalização frequente;

– Cães que se auto mutilam / correm atrás da cauda;

– Submissão vincada ( castigos verbais e físicos frequentes );

– Indiferença ao dono quando no exterior.

Algumas das razões para os cenários atrás identificados, são:

– Ausência de regras em casa e no exterior onde a liberdade sem critérios é uma realidade;

– Cada elemento do agregado familiar trata o cão de forma diferente;

– Lacunas de sociabilização derivadas a uma aplicação incorrecta da mesma ( fora de tempo / forçada );

– Repetir de forma constante ( sem resultado ) o mesmo comando de obediência;

– Forçar o cão a fazer algo que não lhe foi verdadeiramente ensinado;

– Confundir suborno com o reforço de um comportamento;

– Sessões de treino forçadas e longas;

– Mudar com frequência os métodos de ensino;

– O cão não sabe estar sozinho;

– Esperar que o cão extinga comportamentos com a evolução da idade;

– Exemplar / Raça desadequada ao perfil do dono e seu dia-a-dia;

– Excesso de protecção e afecto;

– Interpretação errada de sinais comportamentais emitidos pelo cão;

– Interpretação humanizada do comportamento do cão.

É importante ter consciência que para um relacionamento saudável do cão com a sua família humana e com terceiros ( pessoas e animais ), não basta ter um quintal, levar o cão à rua e dar uma boa alimentação. Estas práticas são as mais “básicas” que se pode dar a um cão.

Se quisermos melhorar a qualidade de vida de um cão, deveremos ir ao encontro das suas reais necessidades e respectivos estímulos. Não o contrário. Infelizmente, também aqui e na maioria das vezes, não é o que se verifica. Prova disso, são os números assustadores de animais abandonados, cães vitimas de maus tratos, problemas com terceiros, etc.

Por fim, nunca é demais lembrar que o recurso a uma Escola de treino canino deve ser encarado como uma medida proactiva e preventiva de comportamentos “anómalos”. Infelizmente, grande parte dos donos de cães recorrem à ajuda de profissionais, apenas e só em situação limite, tornando maior a curva de aprendizagem do cão.

Cláudio Nogueira
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A escolha de um cão

Antes de se avançar para a escolha de um cão é fundamental perceber as inúmeras responsabilidades inerentes à detenção do mesmo. Principalmente, quando se pondera um exemplar pertencente a uma raça considerada pela legislação portuguesa como “Potencialmente Perigosa”.
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Não menos importante, caso o futuro cão venha a integrar um agregado familiar composto por diversos elementos é importante que todos ( mesmo os mais jovens ) estejam preparados e em “sintonia” para a chegada do novo companheiro.

Uma vez tomada a decisão de ter um cão, será aconselhável perceber que a escolha do mesmo e respectiva raça, deve considerar o estilo de vida familiar ( Disponibilidade financeira, Disponibilidade de tempo, Vida sedentária / Vida activa, Vida citadina / Vida no campo, etc ) e o espaço físico disponível ( Apartamento, Moradia, Quinta, etc. ) para receber o cão.

No caso de optar por um cão de raça, devidamente identificado no Livro de Origens Português ( LOP ) ou identificado num Livro de Origens de um outro país, a selecção do criador deve ser cuidada.

Deve estar consciente que um cão com Pedigree ( Ex: LOP ) pode ser oriundo de uma criação pouco responsável ou mesmo de uma “Puppy Mills / Farm” ( reprodução massiva de cães sem qualquer controlo e ética – Fornece lojas de animais / Anuncia on-line em portais generalistas de classificados ).

Um criador responsável preocupa-se com o futuro lar dos seus cachorros e estará disponível para responder a toda e qualquer questão relacionada com a origem dos seus exemplares. Não menos importante, através de uma criação seleccionada, o criador tenta despistar desordens comportamentais e de saúde.

A escolha de um cão, quando realizada através de um criador responsável, é orientada pelo próprio criador. Este último, em função do perfil do futuro detentor ( préviamente entrevistado ), saberá escolher o cachorro mais adequado.

Igualmente, um criador responsável estará em consonancia com a legislação portuguesa a qual proibe amputações ( Ex: orelhas, caudas ). No caso das raças “Potencialmente Perigosas”, o criador deve apresentar o licenciamento emitido pelo DGAV ( Direcção Geral de Alimentação e Veterinária ).

No caso de optar pela adopção ( sempre de louvar ) deve estar ciente que as origens do cão a escolher, muitas vezes, são desconhecidas. A esta incógnita, poderá estar associado um historial traumático. Quando assim é, o adoptante deve estar preparado para eventuais “surpresas” quer relacionadas com questões comportamentais quer com questões de saúde.

As entidades ligadas aos processos de adopção, nomeadamente entidades públicas e associações privadas, cada vez mais, evidenciam esforços para garantir o dono mais adequado ao exemplar em adopção. Caberá ao futuro adoptante ser o mais responsável e transparente possivel, afim de facilitar o sempre delicado processo de adopção.

A compra ou adopção por impulso, é um acto negligente. O mesmo se aplica à escolha de um cão sem qualquer tipo de critério associado.

A compra ou a adopção de um cão deve ser um acto ponderado e uma decisão para a vida.

Cláudio Nogueira
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Conselhos “diabólicos”

A maioria dos donos de cães, por falta de conhecimento, ignoram certos e determinados comportamentos manifestados nos seus cães. Não menos grave, qualquer conselho dado que implique regras ou restrições a um cão, dificilmente é aceite pelo dono do mesmo.

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Passear um cão solto, é uma constante. – TRELA?! O CÃO JAMAIS SERIA FELIZ!

Obs. – Um cachorro / cão adulto que viva em liberdade descontrolada perderá o vinculo com o seu dono, ficará exposto a perigos diversos ( Ingerir comida / restos do chão, conflito com outros animais, sociabilização descontrolada – Alvo de experiencias traumáticas, Atropelamento, etc ).

Convencer um dono a habituar o seu cachorro / cão adulto a um Canil, Parque ou Caixa Transportadora, é uma luta titânica que muitas vezes culmina com uma opinião mal formada sobre quem aconselha tais procedimentos – CÃO PRESO?! – QUE TORTURA! – O CÃO É PARA ME FAZER COMPANHIA!

Obs. – A habituação de um cão ao “isolamento” baixará os seus níveis de ansiedade, stress e contribuirá para regular as suas necessidades fisiologicas. Entre outros.

A chegada ou partida do dono não deve ser para o cão algo evidente. Ignorar o cão e descondicionar estes procedimentos é para os donos um acto cruel – “IGNORAR” O MEU CÃO QUANDO CHEGO?! – ELE PULA E EU NÃO LHE DOU FESTAS?! – SAIR SEM LHE DAR UMA FESTA E DEIXAR UM OSSINHO?!

Obs. – Confirmar os comportamentos ( saltar, ladrar, choramingar, raspar na porta ) do cão aquando a chegada ou a saída de casa, irá potenciar todos esses mesmos comportamentos, aumentando os níveis de ansiedade. A ansiedade por separação, está na origem de muitos dos comportamentos ( destruição, auto mutilação, defecar em locais impróprios, etc ) que os donos desejariam não ver no seu cão.

O recurso desde cedo a uma escola de treino é encarado pela maioria dos donos como algo desnecessário e como uma “jogada comercial” – UMA ESCOLA?! ELE É TÃO NOVINHO – UM CÃO NÃO GOSTA DE SER TREINADO!

Obs. – Desde cedo, o recurso a uma boa escola de treino canino é fundamental para o dono do cão conhecer boas práticas de relacionamento com o seu cão. Não menos importante, de forma controlada, manter o processo de sociabilização ( pessoas e animais ) e estimular fisicamente / mentalmente o cão.

Resumindo, se gostaria de ver ultrapassadas as dificuldades que tem com o seu cão, esteja mais consciente que os cães não são máquinas mas sim animais dotados de necessidades muito próprias inerentes à espécie a que pertencem. Com raça ou sem raça definida, um cão deve ser visto como um indivíduo dentro da sua espécie e não como um cão que deva ser tratado “by the book”.

Cláudio Nogueira
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Caixa Transportadora para cães

A Caixa Transportadora é um compartimento plástico ( rígido ) adequado para o transporte de cães. Normalmente, é composto por quatro componentes, o topo, a base, a porta e um bebedouro. Existem vários tamanhos disponíveis, cobrindo assim as mais diversas necessidades de transporte ou alojamento de um cão.

Infelizmente, o uso da Caixa Transportadora continua a ser visto pelos proprietários de cães como um acessório dispensável e desagradável para o cão. No entanto, ao contrário  do que se pensa, a Caixa Transportadora pode ser uma mais valia.

Quando transportado num carro a segurança do cão e dos demais ocupantes não deve ser descurada. Um cão solto e activo pode incomodar e distrair o condutor. Não menos importante, no caso de se verificar uma travagem brusca ou mesmo um acidente, a projecção do animal pode ser fatal quer para o cão quer para os restantes ocupantes da viatura.

A considerar, são os níveis de ansiedade ou stress que durante uma viagem podem ser extinguidos ou minimizados num cão. Ao não ter contacto directo com o exterior o cão tenderá a não desenvolver comportamentos negativos como ladrar a pessoas / animais / objectos em movimento, correr, roer, entre outros.

Ao ser transportado numa Caixa Transportadora, o cão acabará por se deitar e ficar calmo, reduzindo simultaneamente as probabilidades de enjoo. Ainda assim, existem cães que tem pré-disposição para enjoar quando transportados de carro.

Obs. – Transportar um cão com a cabeça / parte do corpo fora da janela de uma viatura, para além dos riscos físicos mais evidentes, existem contrariedades adicionais para a visão e ouvidos do cão. Conjuntivites e Otites, poderão ser potenciadas.

A higiene, quer do cão quer do espaço que o rodeia, será também um dos aspectos a considerar no uso da Caixa Transportadora. Mesmo um cão jovem, estando na caixa, evitará ( o tempo possível em função da idade ) fazer as suas necessidades fisiológicas. Esta situação quando bem gerida pode ser uma forma de educar o cão a fazer as suas necessidades em locais mais adequados para o efeito. Esta realidade, poderá ser igualmente útil em viagens de automóvel.

Em caso de doença, onde uma mobilidade reduzida seja exigida, o uso da Caixa Transportadora, pode ser também uma mais valia. O cão estando habituado ao espaço irá permanecer calmo e sem stress. Quer neste cenário e noutros, o cão poderá estar junto dos seus donos de forma controlada e pacifica.

Resumindo, se a introdução da Caixa Transportadora for feita de forma positiva ( nunca forçar / nunca usar como local de castigo / nunca usar apenas para deslocações ao veterinário )  a par de ser usada como um acessório regular, será garantidamente uma mais valia para o cão.

Cláudio M. Nogueira
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Melhores Donos, Melhores Cães…Melhores leis.

Os problemas com cães na nossa sociedade são inúmeros. Não vou incluir aqui o drama dos abandonos, uma guerra sem fim onde pessoas de grande dedicação tentam combater diariamente no nosso país, através de associações / grupos de trabalho, este acto cruel que é o abandono.

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O nosso país tem um legislação pouco favorável aos direitos dos animais, a qual em alguns casos é preconceituosa. Nomeadamente, quando se cataloga determinadas raças de cães como potencialmente perigosas.

Esta é a ponta do Iceberg, visível por quem realmente gosta e entende os animais. Uma realidade triste e dura.

Mal ou bem, nada acontece por acaso.

Aos olhos da nossa legislação fomos confrontados com o facto dos animais serem vistos como “coisas”. Como de um objecto se tratassem. No entanto, ao olharmos para a maioria dos casos, são precisamente os donos dos cães que os tratam como coisas.

Um cão não é comprado / adoptado em função das suas reais  características, mas sim em função de uma necessidade familiar pontual, impulso, carência afectiva, moda ou capricho. No fundo, uma coisa “necessária” para resolver problemas de foro pessoal ou outros.

O cão da Scotex ( aquele de que não se sabe a “marca” ) é muito querido. O Rex, igual ao da serie da TV é o ideal, guarda a casa e ainda brinca com as crianças. Se assim não acontecer, dá-se o cão. Não, mas não se dá a qualquer um, dá-se alguém que goste de animais.

Por razões “sentimentais”, os donos procuram a chamada namorada / namorado para o seu amigo de quatro patas. A paternidade ou a maternidade, é algo que deixa os cães mais calmos, dizem. Não menos importante, querem uma filha da “Fifi”. Esquecendo-se, juntamente com a filha da “Fifi”, podem vir mais nove exemplares, cujo o destino é incerto.

São aos milhares os que acreditam que um cão desde que tenha uma varanda, um quintal ou mesmo uma quinta, por si só, tem grande parte do que precisa. Sim, porque na varanda está entretido a ver a rua, no quintal tem a casota e o seus brinquedos e na quinta pode passar o dia todo a correr. Se para estas situações a adaptação não for a inicialmente esperada, arranja-se outro cão para fazer companhia ( entenda-se duplicar o problema ).

Como oposição ao cenário anterior, existem os que “batendo com a mão no peito” afirmam: “O meu cão é para estar comigo em casa. Em todo o lado a toda a hora.”

Quando, por questões meramente aleatórias e não selectivas, vivem com um canídeo naturalmente sociável / submisso / pouco energético, além de pequenos episódios associados à destruição de objectos, os donos acreditam ter dado a melhor educação e estarem perante um cão feliz. Afinal, com a chegada dos seus donos, o cão abana sempre a cauda. Ainda neste enquadramento, tudo muda quando os donos tem a veleidade de querer cães de raça onde determinadas características estão bem acentuadas no seu código genético. Quando assim acontece, dizem ter um problema, já que o novo cão não é igual ao outro.

Para a maioria dos donos, frequentar uma escola de treino canino, só se aplica caso o cão se mostre agressivo para terceiros ( pessoas ou animais ), puxe muito na trela ( caso ainda não tenham descoberto acessórios de contenção como o Easywalk ou similares ), não responda à chamada ou os índices de destruição em casa atinjam “valores” elevados.

Frequentar uma escola de treino canino para desde cedo sociabilizar um cão de forma controlada e orientada, a par de aprender a interagir e ensinar um cão naquela que deve ser a sua obediência básica, nem pensar. Dá trabalho, vem aí o frio / calor e a escola mais próxima fica a “meia hora” de caminho. Se o cão vier a dar problemas logo se vê. No imediato, pedem-se umas dicas pelo facebook e vêm-se uns vídeos no youtube.

De acordo com a maioria dos donos, correr e andar solto é mais que suficiente para um cão. Ainda assim, choram muito quando abrem a porta da quinta e o cão foge para sempre ou é atropelado. Choram muito e dão grandes recompensas a quem encontrar a “Fifi” que fugiu ou se perdeu. O drama acentua-se quando os donos, em desespero, pedem ajuda a pessoas com experiencia em comportamento animal / treino canino mas no final não aceitam qualquer conselho, sentem-se ofendidas e ainda tem sempre uma justificação para os problemas ocorridos com o seu cão.

É fundamental que os donos de cães estejam mais sensibilizados para a importância de conhecerem de forma mais realista o seu cão e as suas necessidades. Estas em nada estão relacionadas com roupas para cães, com múltiplos brinquedos, com espaço para correr ou com o seu suborno ( subornar não é recompensar ) diário.

Melhores donos vão potenciar melhores cães e com isso leis mais ajustadas.

Cláudio M. Nogueira
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A Matilha, Dominância…e a falta de conhecimento.

Não raramente, de forma directa ou indirecta, continuo a verificar que os termos “Matilha” e “Dominância”, continuam a servir para justificar aquilo que a falta de conhecimento sobre o Cão e o relacionamento com o mesmo, não consegue. Situação que leva muitos donos de cães a violentarem o seu cão ou, aqueles que não tem coragem para o fazer, a sentirem-se culpados por não estarem à altura do seu animal de companhia. É muito grave quando assim acontece. Infelizmente, assim continua acontecer.

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Hoje, quando falo daquilo que considero serem boas práticas para um relacionamento mais saudável entre um dono e o seu cão, tenho o cuidado de referir que nem sempre defendi o que hoje defendo. Digo mesmo: “ Já estive do outro lado da barricada”. No fundo, “defendia” aquilo que me impunham como uma verdade absoluta. Um bom estrangulador, trela curta, reforçado com um colar corrector, eram a suposta solução. Solução essa, quando não eficaz, deveria ser acompanhada de correcções verbais fortes ( gritar alto ), de uma pancada seca na cabeça do cão e, no limite, placar o cão e deitar-me sobre o mesmo. Afinal, tinha que ser o Líder da Matilha, tinha que impor a minha dominância. Caso contrário, o Rottweiler não era o cão adequado ao meu perfil.

Felizmente, alguma perspicácia e inteligência, complementada com a posse de um cão dotado de um carácter forte, obrigaram-me a procurar novos caminhos, entenda-se, conhecimento e experiencia prática.

Hoje (felizmente há muito tempo), não necessito de passear os meus Rottweilers de estranguladora ou de colar corrector. Uma boa Educação, Sociabilização ( assente em processos de dessensibilização ), complementadas com um bom treino de obediência associado à prática de modalidades desportivas, concedem aos meus cães e a mim uma vivencia harmoniosa entre ambos.

De salientar, relacionado com aquilo que chamo de boas práticas, está um relacionamento diário ( quer na vertente de cão de companhia, quer na vertente desportiva ) baseado na paciência, coerência, rigor e em metodologias de treino que tem por base, os chamados métodos positivos. Não menos importante, existe a noção clara que um cão é um cão, facto que me obriga a adaptar às necessidades inerentes da espécie.

Pessoalmente, preocupa-me as pessoas que questionam abordagens de treino onde a força e o castigo não são a palavra de ordem. Pessoas, que defendem as festas ou um breve elogio verbal, como suficientes para um cão. Caso contrario, dizem, o cão só obedecerá por interesse. A “cereja em cima do bolo” é quando complementam com a frase: “…já ando nisto há muitos anos e sei como é!”.

Esta preocupação, deveria ser também a preocupação de qualquer dono de um cão. Porquê?…Simples. Um olhar atento sobre o trabalho realizado por fundamentalistas de métodos “Old school”, será suficiente para não se vislumbrar qualquer resultado ( quando o apresentam ) digno de registo. Não menos importante, recorrentemente, nos trabalhos apresentados está vincada uma postura submissa do cão ( orelhas placadas, intermitência e lentidão na execução dos exercícios, bocejar durante ou entre os exercícios – na sua maioria envolvem saltos de obstáculos “militaristas” – baixar a cabeça com a aproximação do dono, etc ).

Quando estiver na presença de alguém defensor da teoria que um cão não pode passar uma porta à frente do seu dono, só deve ser alimentado depois de toda a família ter tomado a sua refeição, a “teimosia” do cão está relacionada com a dominância, um cão tem que obedecer por obrigação ( para impormos a nossa liderança e dominância ) ou um cão que puxa na trela quer liderar…FUJA!…Se gosta do seu cão, fuja!

Se aceitar uma abordagem em conceitos desfasados da realidade a par de uma Educação, Sociabilização e Treino de obediência assente na força e nas punições, para além de não obter resultados práticos, irá ser confrontado pelo dito “treinador”. Este, irá colocar-lhe as responsabilidades de toda a situação. Afinal, “não soube” impor-se sobre o seu cão.

Cláudio M. Nogueira
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Conflitos na relação com o cão

É frequente deparar-me com cães, sejam eles cachorros ou adultos, que evidenciam receio quando interagem com os seus donos. Os primeiros sinais manifestam-se através da timidez evidenciada pelo cão quando confrontado pelo seu dono com gestos mais “bruscos” e na hesitação do próprio cão em agarrar ou manter um brinquedo/objecto na  boca.

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Aliado a esta realidade, existe a indiferença dos cães aos seus donos. Situação que se torna evidente quando libertados da trela. Vale tudo menos responder ao chamamento.

Este tipo de conflitos começa a ganhar forma nas idades mais jovens dos cachorros, altura em que as brincadeiras desmedidas com as mãos dos donos, acaba por se revelar um problema. O cão participará nestas mesmas brincadeiras da única forma que sabe: Mordendo. Cenário que o dono não permite, acabando por repreender o cachorro com uma palmada (muitas vezes no focinho). Tudo isto está errado.

O resultado deste “jogo” e respectiva consequência, acabará por gerar um conflito crescente onde o cão deixará de perceber qual a barreira entre a brincadeira e uma luta na qual terá que se defender.

Igualmente, desde cedo, os donos gostam de testar a sua supremacia sobre os seus cães. É exemplo disso, a imposição forçada para que o cachorro largue o que tem na boca. Situação que se agrava quando o cachorro circula livremente pela casa ou jardim.

O preço a pagar por este tipo de vivência será alto. Principalmente, quando mais tarde se desejar treinar um cão através da motivação (Ex: Uso de bolas, churros, comida, festas). Para o cão, a mão do dono e a sua proximidade, irá ser fonte de apreensão. Umas vezes, a mão é sinónimo de prémio e outras de castigo. Não menos grave, o cão deixará de perceber quais os limites da sua liberdade.

Oposto aos cenários anteriores mas igualmente importante, os donos deixam os seus cachorros crescerem, habituando-os a passear livres da trela. Situação que os poderá colocar em risco, bem como, indesejavelmente, poderão incomodar terceiros (sejam outros animais ou pessoas). Procedendo desta forma, livres e sem obediência, os cachorros aprendem a libertar-se não só da trela mas também do dono. Este cenário, tem como consequência o erro clássico que se verifica no chamamento do cão onde o dono após vários chamamentos sem qualquer resultado prático, a bem ou a mal, apanha o seu cão e remete-o forçosamente para o final do passeio.
Garantidamente, para o cão, fica a “lição” que regressar ao dono é sinónimo de repreensão ou do fim do passeio. Numa próxima vez, o cão, demorará mais a regressar. Para dono, este comportamento é encarado como teimosia e desobediência, enquanto para o cão apenas se trata de desfrutar o mais possível da sua liberdade antes de regressar a mais uma experiência negativa, a qual está longe de saber como evitar.

Será sempre importante entender os cães, não os ver como humanos nem tão pouco os ter por mero capricho. Não menos importante, ter a humildade suficiente para perceber que, muitas vezes, antes de pensar em treinar um cão, deve pensar em “treinar-se” a si próprio. Quando assim não acontece, o relacionamento entre o dono e o seu cão é uma relação de gestão de conflitos…

Cláudio Nogueira

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Cães e Crianças

O RELACIONAMENTO DOS CÃES COM CRIANÇAS

Os cães de um “modo geral” e independentemente da sua raça, são tolerantes com crianças. Contudo, não é aconselhável assumir que nunca haverá problemas. Não menos importante, a relação entre uma criança e um cão deve ser sempre supervisionada por adultos.

Arty e Criancas - Artigo-web

Movimentos bruscos, gritos ou brincadeiras incomodas para o cão, poderão levar a que o mesmo perca a tolerância com a criança. Igualmente, abraços e beijos no focinho do cão, devem ser evitados. Enquanto o abraço pode causar no cão a ansiedade de se libertar, aproximar o rosto do focinho pode ser interpretado como uma ameaça. Ambas as situações podem despoletar uma mordida ou posturas defensivas.

Dependendo de cada cão, da sua educação, sociabilização e treino, a tolerância para com as crianças poderá variar. Por exemplo, na presença de um adulto, o cão poderá perceber que está inibido de adotar comportamentos negativos para com uma criança. No entanto, não é garantido que na ausência do adulto, o comportamento se mantenha igual.

A tolerância para com uma criança ( e não só ) poderá ser menor, caso o cão se encontre a comer. O instinto de defesa/posse, pode ser despoletado, levando a posturas defensivas ( rosnar ) ou a uma mordida rápida.

De salientar, se o cão deve ser educado a estar com crianças, estas devem também ser educadas a lidar e a respeitar o cão. Não menos importante, a tolerância para com uma criança varia de cão para cão ( enquanto indivíduo ) e não em função de uma raça. 

Um animal, seja ele qual for, não deve ser encarado como um brinquedo.

Alguns conselhos: 

  • Educar o cão a não saltar para cima das pessoas, evitando que mais tarde o faça como uma criança;
  • Os brinquedos de uma criança, não devem estar à disposição do cão. Esta situação pode originar “disputas”;
  • Antes da “apresentação” direta de um bebé a um cão, será aconselhável permitir que o cão, previamente, tenha contacto com o odor das roupas da criança;
  • O cão deve ser habituado ao bebé,  por exemplo ao seu choro, através de um processo de dessensibilização ( distraindo-o ), associando o bebé e o seu comportamento a algo positivo ( Guloseima / Carícia );
  • Uma criança não deve entrar num espaço vedado onde existam cães à solta;
  • Uma criança não deve fazer festas a um cão que esteja preso (corrente, gradeamento, à trela, etc);
  • Uma criança não deve interagir com um cão quando este se encontre a comer;
  • Supervisione sempre o cão e a criança quando estes estiverem juntos;
  • A interação de uma criança com um cão de terceiros, não deve ser facilitada. Na maioria das vezes, os donos não conhecem os seu cães ou tão pouco conseguem interpretar a sua linguagem corporal;
  • O cão, preferencialmente, deve integrar a família desde cachorro, deve ser proveniente de boas linhagens ( no caso de um cão sem raça definida é importante tentar saber o seu “historial” ) e deve ser alvo de uma correta educação, sociabilização e treino;

NOTA: Recorrer a profissionais / escolas de treino canino, é altamente recomendável.

Cláudio Miguel Nogueira
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