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Animais de Companhia em Restaurantes

Permissão de cães em Restaurantes

Permissão de cães em Restaurantes

Gostar de animais e de cães em particular, na minha opinião, é ter a vontade de os entender e respeitar. Ao contrario do que se possa pensar, nem sempre é uma tarefa fácil. Não só porque exige conhecimento e dedicação, mas também a tolerância para aceitar as diferenças que existem entre o Homem e os demais animais.

A prepotência do Homem, aliada ao seu egoísmo, resulta em “direitos adquiridos” naquela que é a sua visão da vida e respectiva relação com o seu semelhante e demais espécies. A partir daqui, nasce o conflito que tomará, em função das circunstancias, formas e proporções dispares.

Cão de companhia. É este o termo normalmente atribuído à relação que existe entre um Dono/Tutor e o seu cão. Aqui, inicia-se o problema atrás mencionado. O Homem, quer um cão para lhe fazer companhia. No fundo, quer algo de que possa dispor e usar a seu belo prazer. Se, infelizmente, trata-se de uma postura recorrente entre os Humanos, “porque não haveria de acontecer” entre o Homem e demais espécies?…

No caso do Cão em particular, em condições normais, o Homem deveria respeitar e “dar espaço” à verdadeira essência do mesmo.
Isto é, ir ao encontro das necessidades e estímulos reais que um canídeo apresenta. Na grande maioria dos casos, tal não sucede. O que se verifica é a imposição de uma sociedade humana ao Cão. Esta triste realidade, contribui de forma directa e indirecta para o aparecimento de desvios comportamentais nos cães os quais se manifestam das mais diversas formas. Estudos realizados no Reino Unido, num passado recente, apontam para que 80% dos cães, ditos de companhia, apresentem distúrbios de comportamento. A agressão para terceiros está no topo da lista, seguindo-se a Ansiedade de Separação e a Eliminação inadequada ( defecar, urinar em locais menos apropriados ). Estes três aspectos comportamentais, trazem com eles os mais diversos problemas, quer para os cães quer para terceiros.

Cada vez mais vivemos numa sociedade de extremos, assente em crenças e fundamentalismos. Não raramente, esta forma de estar, vai ao encontro dos interesses de quem defende certa e determinada causa e não de quem a causa pretende defender. No caso da defesa dos animais, infelizmente, esta realidade repete-se.

Grande parte das pessoas confunde, negligencia, maldade, frieza, brutalidade, indiferença e ignorância para com os animais, com o mau trato animal. Mau trato animal, não é deixar o animal à fome, ao frio, sem comer, atado a uma corrente, explorá-lo em espetáculos ( circos, touradas, etc ) entre outros. A Isto chama-se falta de dignidade humana que com ela, carrega a negligencia, maldade, frieza, brutalidade, indiferença, ignorância e o desrespeito por terceiros.
Mal tratar um animal, é não saber respeitar a sua essência, a sua génese. É querer fazer uso do animal, em função dos nossos interesses. O Cão de companhia, é mais um capricho do Homem.

Pessoalmente, não tenho cães de companhia, tenho cães a quem faço companhia. Procuro garantir a estimulação física e mental do cão. Quando assim acontece, o resultado é um Cão “indiferente” ao que o rodeia, não tendo necessidade de perseguir quem passa em passo apressado, o ciclista que circula na via publica, o cão com que se cruza ou tão pouco destruir a casa.

Façamos, estas duas perguntas:

Porque estão os canis de animais abandonados cheios?
Qual a causa que os leva a esse destino de horror e muitas vezes fatal?

No caso do Cão, as pessoas não se preocupam em o ir passear e desenvolver actividades com o mesmo ( onde o lançar o pau não conta ), as pessoas querem locais para poder soltar os Cães. As pessoas não querem ir propositadamente a um local com o seu cão, querem garantir locais onde possam estar em função dos seus interesses, podendo simultaneamente aproveitar esse tempo para “estar” com o cão. Se é ou não benéfico para o cão, isso não importa, afinal, ele é o Cão de Companhia que o dono alimenta e paga as contas do veterinário.

Centros Comerciais, Restaurantes, Cinemas, Salões de Chás, Casas de Alterne e mais o que quiserem inventar não são locais para cães. O cão não é Humano! Respeitem-no! Façam com que as pessoas respeitem os animais, não os impondo de forma forçada e descabida. O respeito conquista-se, respeitando.

Os cães e outros animais de companhia, no presente, ocupam o espaço que no futuro ocuparão os Robots programados para satisfazer os caprichos dos homens.

Não. Os animais, não devem entrar e estar em restaurantes.

Cláudio Nogueira
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