Arquivo mensal: Outubro 2014

Donos confusos e preocupados ( alguns… )

Blog-SkypeJardim

Não raramente os donos conseguem desenvolver maus hábitos na educação e no treino dos seus cães. Com o crescimento do cão, os referidos maus hábitos acabam por ganhar proporções maiores , potenciando consequências negativas.

São exemplo disso:

– Desobediência generalizada;

– Obediência contextualizada a situações / ambientes específicos ( controlo aparente );

– Ansiedade de separação / Stress;

– Brincadeiras que envolvem mordidas frequentes nos donos;

– Cães receosos ou reactivos aos estímulos exteriores;

– Cães possessivos em relação a lugares, objectos e comida;

– Cães destruidores e com vocalização frequente;

– Cães que se auto mutilam / correm atrás da cauda;

– Submissão vincada ( castigos verbais e físicos frequentes );

– Indiferença ao dono quando no exterior.

Algumas das razões para os cenários atrás identificados, são:

– Ausência de regras em casa e no exterior onde a liberdade sem critérios é uma realidade;

– Cada elemento do agregado familiar trata o cão de forma diferente;

– Lacunas de sociabilização derivadas a uma aplicação incorrecta da mesma ( fora de tempo / forçada );

– Repetir de forma constante ( sem resultado ) o mesmo comando de obediência;

– Forçar o cão a fazer algo que não lhe foi verdadeiramente ensinado;

– Confundir suborno com o reforço de um comportamento;

– Sessões de treino forçadas e longas;

– Mudar com frequência os métodos de ensino;

– O cão não sabe estar sozinho;

– Esperar que o cão extinga comportamentos com a evolução da idade;

– Exemplar / Raça desadequada ao perfil do dono e seu dia-a-dia;

– Excesso de protecção e afecto;

– Interpretação errada de sinais comportamentais emitidos pelo cão;

– Interpretação humanizada do comportamento do cão.

É importante ter consciência que para um relacionamento saudável do cão com a sua família humana e com terceiros ( pessoas e animais ), não basta ter um quintal, levar o cão à rua e dar uma boa alimentação. Estas práticas são as mais “básicas” que se pode dar a um cão.

Se quisermos melhorar a qualidade de vida de um cão, deveremos ir ao encontro das suas reais necessidades e respectivos estímulos. Não o contrário. Infelizmente, também aqui e na maioria das vezes, não é o que se verifica. Prova disso, são os números assustadores de animais abandonados, cães vitimas de maus tratos, problemas com terceiros, etc.

Por fim, nunca é demais lembrar que o recurso a uma Escola de treino canino deve ser encarado como uma medida proactiva e preventiva de comportamentos “anómalos”. Infelizmente, grande parte dos donos de cães recorrem à ajuda de profissionais, apenas e só em situação limite, tornando maior a curva de aprendizagem do cão.

Cláudio Nogueira
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