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Sociabilização – Considerações Gerais

A sociabilização de um Cão deve começar o mais cedo possível. O período secundário de sociabilização ocorre entre as 6 semanas de vida podendo ser estendido até às 15 semanas. Parte deste período ocorre com a chegada de um cachorro à sua nova casa. Este é um período que o cachorro, apresenta maior disponibilidade para o contacto com novas realidades. Esta fase, de forma controlada, deve ser alvo da maior aposta naquilo que é a sociabilização de um cachorro.

Um Cão que por motivos diversos não tenha passado por um processo atempado de sociabilização, não deverá ser visto como um caso perdido. No entanto, quando assim acontece, poderão ser manifestadas perturbações de comportamento.

A sociabilização deve basear-se num processo de dessensibilização ao meio ambiente, especialmente em cães com idade mais avançada que tenham falhado o período mais adequado para a sua sociabilização.

Todo trabalho de sociabilização / dessensibilização deve ser elaborado de forma cuidada, planeada e preferencialmente sob a supervisão de alguém experiente em questões comportamentais.

O video apresentado neste Blog, em linhas gerais, pretende sensibilizar para a importância de uma correcta sociabilização, especialmente para cães com idades mais avançadas.

Nunca desista do seu cão, seja ele um cão de raça ou sem raça definida.

Cláudio Nogueira
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Animais de Companhia em Restaurantes

Permissão de cães em Restaurantes

Permissão de cães em Restaurantes

Gostar de animais e de cães em particular, na minha opinião, é ter a vontade de os entender e respeitar. Ao contrario do que se possa pensar, nem sempre é uma tarefa fácil. Não só porque exige conhecimento e dedicação, mas também a tolerância para aceitar as diferenças que existem entre o Homem e os demais animais.

A prepotência do Homem, aliada ao seu egoísmo, resulta em “direitos adquiridos” naquela que é a sua visão da vida e respectiva relação com o seu semelhante e demais espécies. A partir daqui, nasce o conflito que tomará, em função das circunstancias, formas e proporções dispares.

Cão de companhia. É este o termo normalmente atribuído à relação que existe entre um Dono/Tutor e o seu cão. Aqui, inicia-se o problema atrás mencionado. O Homem, quer um cão para lhe fazer companhia. No fundo, quer algo de que possa dispor e usar a seu belo prazer. Se, infelizmente, trata-se de uma postura recorrente entre os Humanos, “porque não haveria de acontecer” entre o Homem e demais espécies?…

No caso do Cão em particular, em condições normais, o Homem deveria respeitar e “dar espaço” à verdadeira essência do mesmo.
Isto é, ir ao encontro das necessidades e estímulos reais que um canídeo apresenta. Na grande maioria dos casos, tal não sucede. O que se verifica é a imposição de uma sociedade humana ao Cão. Esta triste realidade, contribui de forma directa e indirecta para o aparecimento de desvios comportamentais nos cães os quais se manifestam das mais diversas formas. Estudos realizados no Reino Unido, num passado recente, apontam para que 80% dos cães, ditos de companhia, apresentem distúrbios de comportamento. A agressão para terceiros está no topo da lista, seguindo-se a Ansiedade de Separação e a Eliminação inadequada ( defecar, urinar em locais menos apropriados ). Estes três aspectos comportamentais, trazem com eles os mais diversos problemas, quer para os cães quer para terceiros.

Cada vez mais vivemos numa sociedade de extremos, assente em crenças e fundamentalismos. Não raramente, esta forma de estar, vai ao encontro dos interesses de quem defende certa e determinada causa e não de quem a causa pretende defender. No caso da defesa dos animais, infelizmente, esta realidade repete-se.

Grande parte das pessoas confunde, negligencia, maldade, frieza, brutalidade, indiferença e ignorância para com os animais, com o mau trato animal. Mau trato animal, não é deixar o animal à fome, ao frio, sem comer, atado a uma corrente, explorá-lo em espetáculos ( circos, touradas, etc ) entre outros. A Isto chama-se falta de dignidade humana que com ela, carrega a negligencia, maldade, frieza, brutalidade, indiferença, ignorância e o desrespeito por terceiros.
Mal tratar um animal, é não saber respeitar a sua essência, a sua génese. É querer fazer uso do animal, em função dos nossos interesses. O Cão de companhia, é mais um capricho do Homem.

Pessoalmente, não tenho cães de companhia, tenho cães a quem faço companhia. Procuro garantir a estimulação física e mental do cão. Quando assim acontece, o resultado é um Cão “indiferente” ao que o rodeia, não tendo necessidade de perseguir quem passa em passo apressado, o ciclista que circula na via publica, o cão com que se cruza ou tão pouco destruir a casa.

Façamos, estas duas perguntas:

Porque estão os canis de animais abandonados cheios?
Qual a causa que os leva a esse destino de horror e muitas vezes fatal?

No caso do Cão, as pessoas não se preocupam em o ir passear e desenvolver actividades com o mesmo ( onde o lançar o pau não conta ), as pessoas querem locais para poder soltar os Cães. As pessoas não querem ir propositadamente a um local com o seu cão, querem garantir locais onde possam estar em função dos seus interesses, podendo simultaneamente aproveitar esse tempo para “estar” com o cão. Se é ou não benéfico para o cão, isso não importa, afinal, ele é o Cão de Companhia que o dono alimenta e paga as contas do veterinário.

Centros Comerciais, Restaurantes, Cinemas, Salões de Chás, Casas de Alterne e mais o que quiserem inventar não são locais para cães. O cão não é Humano! Respeitem-no! Façam com que as pessoas respeitem os animais, não os impondo de forma forçada e descabida. O respeito conquista-se, respeitando.

Os cães e outros animais de companhia, no presente, ocupam o espaço que no futuro ocuparão os Robots programados para satisfazer os caprichos dos homens.

Não. Os animais, não devem entrar e estar em restaurantes.

Cláudio Nogueira
Oeste DOG Camp
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Sendo assim, já não quero!

Alguns países da Europa ou regiões de alguns países da Europa, faz tempo que tomaram medidas objectivas, preventivas e pedagógicas em relação à detenção de um cão. Além de acções de sensibilização e formações sobre comportamento / bem estar animal, existe também a obrigatoriedade de treino para todo e qualquer cão. Este treino, visa essencialmente fomentar um controlo básico sobre o cão, assim como a sua capacidade de integração na nossa sociedade.

Estas medidas, visam proteger os “interesses” do Cão aos mais diversos níveis. Um deles, o principal, evitar o abandono.

A consciencialização prévia das obrigações e investimento financeiro inerente à detenção de um cão, minimiza o factor “surpresa”. Por outro lado, permite aos interessados, tomar uma decisão realista e consciente. Não raramente, para bem dos envolvidos, permite evitar a adopção ou compra de um cão por impulso, entre outros.

Pessoalmente, defendo algo similar para Portugal, país onde o abandono e o desconhecimento de como lidar com um cão, apresenta uma realidade preocupante. Os animais e os cães em particular não podem continuar a ser vitimas da nossa ignorância, capricho, egocentrismo, etc.

Esta minha posição não se trata de excesso de zelo mas a constatação efectiva de uma realidade preocupante. Sendo Coordenador Técnico de uma Escola de Treino Canino, muitos dos telefonemas que recebo não são para pedir informações sobre treino, mas sim informações sobre possíveis veterinários que estejam disponíveis para colocar cães a “dormir”, fruto do seu mau comportamento. É triste, mas é verdade.

Recentemente, dado estar ligado à raça Rottweiler, recebo cada vez mais, telefonemas a solicitar a confirmação da obrigatoriedade de treino para esta raça em particular. Situação, inerente à legislação das raças classificadas pelo Governo Português como “Potencialmente Perigosas”.

No inicio do telefonema, os interessados na raça são grandes apaixonados e admiradores do Rottweiler. Sempre sonharam ter um ou gostavam de voltar a ter outro. No entanto, ao serem confrontados com a possibilidade de terem que vir a treinar o seu cão, além de indignados, mudam de opinião.

Sendo assim, já não quero! – Dizem.

Afinal, também gostam muito do Pastor Alemão. Lamento, o futuro de qualquer raça que caia nas mãos desta gente “conhecedora” e “apaixonada” por cães.

Esta realidade, comprova que sempre um detentor seja confrontado com obrigações inerentes ao seu cão de companhia, imediatamente e na sua maioria, desiste. Assim sendo, esta seria uma medida interessante a adoptar. Ao fim de dez anos, o abandono teria caído em flecha. Os negligentes desistiam de ter cães, ficando apenas e só, aqueles que na realidade estão dispostos a viver com um cão e a respeitar as condutas inerentes.

Fica a sugestão…

Cláudio Nogueira
www.oestedogcamp.pt

Oeste DOG Camp – Vídeos sobre cães

A escola de Treino Canino Oeste DOG Camp, iniciou recentemente uma série de vídeos pedagógicos, alusivos a boas práticas na Educação, Sociabilização e Obediência de um cão.

Veja o primeiro vídeo da série, sobre cães:

Canal do Youtube do Coordenador Técnico Cláudio Nogueira:
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Cláudio Nogueira
www.oestedogcamp.pt

Ignorar o óbvio

Sic-CaesAbandonados

Ano após ano, especialmente no período de verão, vem à tona o drama do abandono de animais. O ano de 2017, não foi excepção.
Muito se fala, muito se critica, mas na realidade pouco ou nada se faz para contrariar esta tendência de negligencia e ignorância no que à detenção de animais diz respeito. Afinal, estas são as verdadeiras causas do abandono.

Os Tecnocratas, com o dom da palavra ( ou nem por isso ), dotados de desfasada sapiência, identificam causas, propõem medidas e, como em muitas outras áreas da nossa sociedade, constroem legislação pouco adequada à realidade.

Sica-CaesAbandonados-01

Em recente reportagem da SIC, “fiquei a saber” que a causa recente para o abandono de animais é, imagine-se, a legislação inerente aos direitos dos animais, a qual, devido a falta de sensibilização / informação junto dos detentores, leva a que estes abandonem os seus animais. Primeiro, reclamam-se por leis adequadas à protecção e bem estar animal, agora são estas mesmas leis que “estão na origem” dos abandonos. Só mesmo não conhecendo a realidade no terreno e o perfil dos detentores de cães se pode avançar com tal justificação.

Por outro lado, o fundamentalismo de alguns grupos radicalizados e apelidados de “Animalistas”, com agendas escondidas (pessoais e colectivas), dotados de abordagens extremadas na defesa dos direitos dos animais, pouco contribuem para uma detenção responsável de animais de companhia. Directamente ou indirectamente, geram conflito e o sentido critico contra tudo e todos que tenham a veleidade de desviarem um milímetro, o focus das suas crenças e verdades absolutas.

Infelizmente, as bandeiras das Corridas de Toiros ( com as quais não me identifico em momento algum ) os Canis de Abate, entre outros, tem servido para angariar seguidores que não sabem o que verdadeiramente seguem. Em voz alta e em “Cãominhadas” ao jeito de Woodstock, apela-se de forma efusiva, aos direitos dos animais. No entanto, ano após ano, apesar destes esforços ( ou estilo de vida ), o cenário do abandono e maus tratos, repete-se.

As Associações de Animais Abandonados, a quem tiro o chapéu ( em alguns casos é certo ), de corpo e alma, tentam gerir o que não é passível de ser gerido. Todos dias chega o telefonema que com ele traz a noticia de mais um cão errante na rua y, mau trato ou familia desesperada que chegou à conclusão que não pode ficar mais com o cão fofinho de alguns meses atrás.

Os potenciais adoptantes, na sua grande maioria, não passam de pessoas que querem arriscar passar pela experiência de ter um cão. Este ultimo, tem que preencher um conjunto de requisitos que invariavelmente não vão ao encontro daquilo que é a verdadeira essência de um cão. Na tentativa desesperada de salvar a vida de um animal ou dotá-lo de uma melhor condição de vida, colocam-se cães à experiência em casa de possíveis futuros adoptantes. Infelizmente, a taxa de rejeição do cão, é alta. Em outros casos, por vergonha, a devolução não acontece e o destino do cão acaba por ser desconhecido.

As parcerias destas Associações com Escolas de Treino Canino, Comportamentalistas, etc é ténue ou quase inexistente. Porquê?…As Associações referem que as pessoas mal tem dinheiro para sustentar o cão, quanto mais gastar dinheiro na sua educação. Se assim é, o problema do abandono ou rejeição do cão, torna-se eminente. Há quem pense ( respeito ) que vale a pena arriscar, no entanto, a rejeição frequente de um cão, vai aumentar a dificuldade da sua reintegração no futuro. É importante minimizar este ciclo vicioso.

Resumindo, continua-se a ignorar o óbvio. O que é ignorar o óbvio?

Ignorar o óbvio, é não perceber o interesse escondido da industria financeira em torno do chamado “Pet”;

Ignorar o obvio, é não querer apertar os requisitos para um qualquer cidadão ser detentor de um animal de companhia;

Ignorar o obvio, é não dotar os detentores de animais de companhia de um conhecimento efectivo dos seus deveres e obrigações;

Ignorar o obvio, é pensar que facilitar o acesso à detenção de um cão, através de regalias sociais entre outros, minimiza o abandono. Quanto maior for o facilitismo, maior é a irresponsabilidade na decisão de ter um cão;

Ignorar o óbvio, é penalizar raças de cães ( criando fobias na sociedade ), ao invés de penalizar a detenção negligente;

Ignorar o óbvio, é alimentar a ideia que Veterinários têm que trabalhar “pro bono” ao invés de respeitar o conhecimento ( com custos e investimentos elevados ) que pode salvar a vida daqueles que tanto gostamos;

Ignorar o óbvio, é pensar que a Educação, Sociabilização e Obediência de um cão se constrói com “pacotes de aulinhas”, com dicas ou punições, ao invés de um investimento mínimo de 2 anos na consolidação da aprendizagem geral de um cão e respectiva integração em sociedade;

Ignorar o óbvio, é não questionar quem lida no terreno com os problemas apresentados pelos donos, detentores, tutores de cães, ao invés de se tirarem ilações de conversas circunstanciais de corredor.

Ignorar o obvio, é não perceber que há interesses em deixar tudo como está…afinal, a ignorância e as guerras sempre “alimentaram” muita gente…enquanto a maior parte, sofre…Neste caso, os animais…

Nota: As imagens usadas neste texto, são “screen shots” de uma reportagem televisiva da SIC, não havendo qualquer intenção de uso abusivo das mesmas, critica à estação televisiva, reportagem em causa e ou seus intervenientes.

Cláudio Nogueira
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Um dia de cão…No facebook.

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As redes sociais, onde o facebook em Portugal se destaca, são um excelente meio de divulgação das mais diversas situações do quotidiano dos seus utilizadores. Não será por acaso que grandes marcas apostam nestes canais de comunicação para perceber hábitos e preferências dos seus clientes ou potenciais clientes.

O meu circulo de “amigos” no facebook, na sua esmagadora maioria, tem um ponto em comum: Os cães e actividades inerentes. Esta realidade, tal e qual as marcas, permite-me aferir a postura em relação ao cães, dos mais diversos tipos de pessoas com os mais diversos tipos de perfis.

Um olhar ligeiramente mais atento sobre “Posts” publicados ou “Likes” efectuados, não deixa duvidas sobre aquilo que se passa em torno da detenção de cães. Negligencia, Irresponsabilidade e ignorância, são facilmente detectáveis.

Um Post sobre uma temática de saúde ou comportamento animal, é merecedor de “3 Likes”. Num “dia de sorte”, talvez alguém até partilhe este tipo de publicação.

Em oposição, uma foto de um cão deitado em cima da cama, junto de uma almofada desfeita, dispara para os “210 Likes”, acompanhado de “50 partilhas”. Claro está, este tipo de Post é ainda reforçado com “32 comentários” onde cada utilizador conta os feitos mais destrutivos do seu cão.

Enquanto os “LOL´s” proliferam, os internamentos ( por vezes com consequencias fatais ) nas clínicas veterinárias, igualmente proliferam. Seguem-se operações de urgência, Raio-X para detecção de corpos estranhos que poderão ter sido ingeridos, entre outros cenários. Quando assim acontece, donos desolados, choram e imploram ao Sr. Dr. para salvar o seu “menino”. É como de um filho se tratasse, dizem. Pessoalmente, quando ouço tal comentário, dou graças pelo facto destas pessoas não terem filhos.

Complementarmente, não há dia que não surja nas “ News feed”, a divulgação de mais um cão “muito amado” que se perdeu. Imaginem: Até se dá recompensa a quem o encontrar. Isto é “amor”. Primeiro, condenam os cães à sua sorte, depois desesperam. Tristeza…

Pessoas que não controlam os seus cães, soltam-nos na via publica. Pessoas com cães em quintais, acreditam que um muro de 1,50cm é suficiente para evitar uma fuga. Pessoas que não se dignam a passear o cão na rua ( faz frio – chuvisca – Estão de pijama e chinelo ), abrem a porta para o exterior, acreditando sempre que o “bilhete” é de ida e volta. Estas realidades, não raramente, originam finais infelizes. As consequencias que daqui advêm não podem ser apelidadas de acidentes ou má sorte, mas sim de negligencia e desrespeito pelo cão…e por terceiros. Ainda assim, o mais longínquo utilizador da rede social, enquanto boceja, não deixa de escrever com grande vigor: “Vamos todos ajudar a encontrar o FiFÓ!”.

Quando pensamos que para um dia chega de tanta irresponsabilidade, surge ainda o Post daquela mãe que comprou o cão para o filho. Queria melhorar a auto-estima da criança, mas a auto-estima está na mesma, a casa está mais suja, odor a cão anda no ar e o filho passou a ser mordido nas mãos. Desesperadamente, pede ajuda. Dicas diversas, ofensas e “especialistas” em modificação comportamental, alimentam os mais diversos comentários do Post da mãe desesperada.

Post atrás de Post, o facebook ilustra bem a realidade em redor dos cães de companhia.

Muito se luta pelos direitos dos animais, mas parece que poucos percebem de onde vem verdadeiramente o problema. A maioria dos detentores de cães não conhece as suas obrigações e deveres. Não menos grave, os detentores tem uma visão infantil e desfasada daquilo que é um cão e das suas verdadeiras necessidades.

Cláudio Nogueira
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Aprender a ficar sozinho

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Ensinar um cão a ficar sozinho é uma das maiores dificuldades para a maioria dos detentores de cães. Não só pela percepção da metodologia a usar mas também pela dificuldade na aplicação da mesma. Uma visão humanizada do cão aliada a um sentimento de culpa, impedem muitos donos de limitar o espaço dedicado ao seu animal de companhia.

Não ensinar um cão a estar sozinho, quer se trate de um cachorro ou cão adulto ( Ex: adoptado ), ir-se-á contribuir para o desenvolvimento de comportamentos que se manifestarão das mais diversas formas ( Ex: Vocalização excessiva, Destruição, Auto mutilação, Ausência de regras de higiene, entre outros ). Todos estes comportamentos podem estar associados ao stress e à ansiedade causada pela separação.

De forma recorrente e aquando a chegada de um novo cachorro a casa, os donos facultam uma liberdade excessiva ao cão. O entusiasmo e a novidade inicial são potenciadores de um tempo excessivo dedicado ao cachorro. No caso de um cão adoptado toda esta realidade toma proporções maiores. Com boas intenções os donos tentam de forma abrupta compensar no presente aquilo que eventualmente o cão não teve no seu passado.

O dia-a-dia das pessoas e todas as suas obrigações diárias, inevitavelmente, irão trazer grandes ausências de tempo. É nesta altura que os cães que inicialmente foram brindados com uma companhia desmedida vão sofrer o choque da ausência dos donos.

Para ensinar um cão a estar sozinho, devemos desde o primeiro dia que chega a casa, prepará-lo de forma gradual a ficar só e confinado a um espaço dedicado para o efeito. Este processo deverá ser repetido diversas vezes ao dia, no mínimo, durante um mês. Período no qual não podem haver intermitências ou cedências.

Para cães de apartamento ou para cães cujo os donos optam por ter permanentemente os seus animais no interior da casa, uma divisão especifica ou o recurso a um parque para cães, são opções a considerar. O parque para cães, desmontável, é uma opção muito interessante. Sendo o parque transportável, uma vez o cão adaptado ao mesmo, a mudança de local nunca será problema. O cão estará sempre identificado com o seu espaço.

Nos espaços usados para retiro do cão, podem existir objectos adequados ( de qualidade ) para roer ao invés de brinquedos. O recurso a um “Kongo” ( de qualidade e adequado ao tamanho do cão ) pode ser igualmente opção. Estes objectos permitem colocar comida no seu interior, estimulando o cão a procurar a forma de obter essa mesma comida. Esta ultima, normalmente, sairá por um pequeno orifício sempre que o “Kongo” for manipulado pelo cão.

A adaptação ao retiro do cão, inicialmente, deve ser feita ( na sua maioria das vezes ) quando os donos estão em casa. De forma gradual e com intermitência ( umas vezes curta outras vezes mais prolongada ) os donos passam junto do cão. Uma vez para o libertar outras apenas para mostrar ao cão que não estão longe. A repetição deste processo irá dar a percepção ao cão que os seus donos nem sempre podem estar perto, bem como a qualquer momento podem voltar. De salientar, nesta fase de aprendizagem, as partidas não devem ser acompanhadas de despedidas ( Ex: “Taaadiiinho, o dono já vem! Não fica triste!” – “O dono vai embora mas trouxe um biscoito” ). Da mesma forma, a chegada não deve ser efusiva. Quando assim não acontece, as despedidas marcam claramente no cão a ideia da separação, enquanto as chegadas uma excitação e descontrolo desmedido ( Ex: cães urinam-se, Cães mordem as mãos dos donos, Cães correm descontroladamente, Cães vocalizam de forma eufórica, etc ).

Neste processo de aprendizagem do cão e sempre que este esteja no seu espaço de retiro, nunca se deve ir ter com o cão quando existem sinais de excitação ( Raspar / Vocalizar / Saltar ). A associação deste estado à sua libertação ou aproximação dos donos, levará ao reforço do comportamento. O inverso ( ignorar ) levará à sua extinção. Este processo exige consistência.

No passado, pensava-se que para ter um cão era preciso muito espaço ou mesmo uma grande propriedade. Dizia-se que para ser feliz, o cão precisava de espaço para correr. O cão precisa de interacções com terceiros ( Ex: donos ), estimulação física e mental. Não menos importante, um cão precisa de regras e rotinas para que de forma saudável e pacifica possa estar integrado na sociedade humana.

Cláudio Nogueira
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Em nome da “Obediência”

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Os castigos ou punições, infelizmente, são mecanismos enraizados na sociedade Humana. Principalmente, em pessoas que no seu passado e no seu processo de aprendizagem, foram também elas alvo deste tipo de filosofia.

De forma consciente ou inconsciente, a cultura do castigo ou punição é algo que de forma sistemática é aplicada no treino de um cão.

Induzir fisicamente ( pressionando, puxando uma trela ) um cão, castigar verbalmente um cão, usar um esguicho de agua no focinho do cão, usar uma revista / chinelo para bater no cão, colocar pimenta em locais específicos da casa, são exemplos das estratégias de punição que muitos donos usam diariamente.

As punições, por uma questão ética e por ineficácia das mesmas, não devem ser usadas. Uma punição para que verdadeiramente funcionasse teria que ser aplicada ao milésimo de segundo na adopção do comportamento indesejado, deveria ter uma intensidade elevada ( não permitir ganhar adaptação ) e deveria repetir-se de forma sempre igual na adopção de cada comportamento indesejado.

Perante o atrás explicado não será difícil concluir que a repetição de uma punição, garantindo as variáveis envolvidas, é praticamente impossível de replicar, principalmente, pelo dono inexperiente que na maioria das vezes é inconsequente. Este facto, torna as punições ineficazes e na origem da conflitualidade entre o dono e o seu cão.

Não menos grave, a punição “gratuita” irá apenas contribuir para suprimir temporariamente um comportamento. Normalmente, dependendo do cão, o comportamento “suprimido” irá repetir-se algum tempo depois junto do autor da punição ou, no limite, tenderá a repetir-se na ausência de quem puniu. Esta realidade, confirma que a punição não tem como consequência a aprendizagem efectiva do comportamento desejado.

Igualmente, é importante perceber que a punição contribui de forma indirecta para inibição de outros comportamentos. Quer isto dizer que ao punir um comportamento, poderá colocar-se em causa ( através da inibição – Intimidação ) outros comportamentos do cão. Desta forma, será possível concluir que a punição provoca danos colaterais, gerando simultaneamente intermitência nos comportamentos “aprendidos”. A esta realidade os donos atribuem erradamente o conceito do “Cão teimoso” ( obedece de forma intermitente ), “Cão provocador”  ( Depois corrigido, volta a tentar ) ou mesmo de “Cão culpado” ( Presença de quem pune pode antecipar por parte do cão o receio de punição levando-o adoptar uma postura submissa ).

Se é verdade que o uso das punições inibirá o cão de oferecer comportamentos podendo-o transformar num cão apático, infelizmente, não é menos verdade que um cão “apático” é o desejo da maioria dos donos. No entanto, é importante ressalvar que um cão “apático” é um cão psicologicamente abatido e desvirtuado.

Alguns, talvez muitos, estarão nesta a fase a pensar: “O cão destrói a casa e leva-me de arrasto na trela…e eu não faço nada??!!!”. É um pensamento legitimo e pertinente. Se a resposta a este pensamento é simples por outro lado é complexa e polémica.

A resposta simples, seria: “Aprenda a conhecer e a treinar o seu cão!”. Este é o único caminho para aprender a lidar com um animal, normalmente dinâmico e funcional, que poderá evidenciar um vasto conjunto de comportamentos perante um vasto conjunto de estímulos que lhe são apresentados diariamente.

No entanto, não é assim tão simples. É complexo ouvir pessoas afirmarem que amam os seus cães ao mesmo tempo que recusam conhecer de forma realista o animal que dizem amar. Os donos apenas conhecem as manhas e os esquemas de “sobrevivência” que o cão adopta na sua casa. Não conhecem realmente o seu cão e as suas reais necessidades.

Gostar de cães, amar cães ou respeitar cães e os animais no geral, não significa saber lidar ou viver com os mesmos.

Não raramente e durante uma vida, diariamente, alguns donos sacrificam os seus cães com puxões na trela, remetem o cão a isolamento ( quintais ), cirurgias, medicamentação e castigos físicos diversos. Tudo em nome da “Obediência”.

Cláudio Nogueira
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Cães sem Trela

Cães sem trela

Cães sem trela

Recentemente, em jeito de desabafo, alguém que frequenta uma escola de treino canino, dizia:

É triste quando vimos para uma escola para melhorar o comportamento do nosso cão, muitas vezes não sem sacrifício pessoal, e ao virar da esquina o nosso cão é atacado ou provocado por um cão solto.

Infelizmente, cães soltos na via publica, não são uma raridade mas sim uma triste realidade.
A causa para esta triste realidade está associada a negligência, ignorância, falta de educação, desrespeito pelos animais e por todos os que partilham um espaço comum.

É lamentável que um passeio com o nosso cão que deveria ser aprazível para ambos, seja muitas vezes um pesadelo e uma fonte de stress constante. Frequentemente, os donos, ao entenderem que o seu cão é naturalmente sociável com pessoas e animais, circulam na via publica com o cão solto.

Perante esta realidade, questiono:

  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de incomodar terceiros?
  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de incomodar quem receia cães?
  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de incomodar um cão que está à trela?
  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de incomodar um cão que está à trela e a ser alvo de um trabalho especifico?
  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de incomodar um cão que está à trela e pouco tolerante para cães desconhecidos?
  • Será que o facto do nosso cão “ser sociável”, dá o direito de se abrir a porta de casa para que o cão, sozinho, passei na via publica?

Na minha opinião, a nossa liberdade não se deve sobrepor à de terceiros, principalmente, quando podem estar vidas em jogo. Sim, vidas em jogo.

Se um cão solto e sociável pode ser alvo ou gerador de inúmeros problemas, o que se poderá dizer de um cão solto e não sociável. Tudo toma proporções maiores e mais graves.

Infelizmente, uma vez mais, a ausência de conhecimento leva a que alguns donos acreditem que o seu cão está controlado ou é sociável. Tão simplesmente, porque em momentos de pouca perturbação viram o seu cão obedecer ou mostrar indiferença ao “cão do vizinho”. A recorrente ausência de treino e generalização de comportamentos do cão, leva a que com facilidade o controlo fictício e a sociabilidade imaginária caiam por terra. Assim nasce o mito do cão teimoso, provocador ou vitima das circunstancias. No entanto, não passa mesmo de um mito já que a realidade e a verdade dos factos estão directamente associados à falta de conhecimento e a uma postura arrogante dos donos a qual é regada por uma grande dose de falta de civismo.

Será que quem passeia um cão solto na via publica conhece a legislação inerente?…Os poucos que a conhecem, em bom rigor, pouco se importam.

Vejamos o artigo 7º do DL n.º 314/2003, de 17 de Dezembro:

“Obrigatoriedade do uso de coleira ou peitoral e açaimo ou trela.

1 — É obrigatório o uso por todos os cães e gatos
que circulem na via ou lugar públicos de coleira ou
peitoral, no qual deve estar colocada, por qualquer
forma, o nome e morada ou telefone do detentor.

2 — É proibida a presença na via ou lugar públicos
de cães sem estarem acompanhados pelo detentor, e
sem açaimo funcional, excepto quando conduzidos à
trela, em provas e treinos ou, tratando-se de animais
utilizados na caça, durante os actos venatórios.

3 — No caso de cães perigosos ou potencialmente
perigosos, para além do açaime previsto no número
anterior, os animais devem ainda circular com os meios
de contenção que forem determinados por legislação
especial.

4 — As câmaras municipais, no âmbito das suas competências,
podem criar zonas ou locais próprios para a permanência e circulação de cães e gatos, estabelecendo as condições em que esta se pode fazer sem os meios de contenção previstos neste artigo.”

O caricato da realidade dos cães sem trela, faz com que aqueles que passeiam os seus cães com trela ( por respeito a terceiros ) muitas vezes sejam acusados de não soltar o seu cão por este não ser sociável ou obediente. Desculpem a linguagem mas…há pessoas mesmo estúpidas!

Pessoalmente, os meus cães tem testes de sociabilidade, provas de cão de companhia e, em alguns casos, provas de trabalho. A realização destes testes e provas é para garantir uma integração adequada do cão em sociedade, o seu controlo e garantir a sua estabilidade mental e física. Claro, para o fazer é preciso gostar de cães e perceber a sua essência. Passear o cão quando se vai ao lixo ou soltá-lo num descampado gritando “não tenha medo, ele não faz mal!…” é bem mais fácil.

Um dono que efectivamente goste do seu cão, não o solta de ânimo leve. Quando o faz, fá-lo em locais que ofereçam condições mínimas para o efeito como o campo, praias isoladas, etc. Ainda assim, só o faz quando é detentor de um grande controlo de obediência, especialmente, no comando de chamada. Igualmente, os cães devem estar dotados de indicies motivacionais elevados, direccionados para determinado tipo de objectos ( Ex: bola ) para que possam facilmente ser distraídos ou atraídos numa situação de maior perturbação envolvente.

Um cão solto pode ser vitima de um ataque de outro cão, provocar um ataque de outro cão, ser envenenado, perder-se, provocar um acidente de viação, ser atropelado, ser roubado, morder uma pessoa, derrubar crianças ou idosos, causar danos materiais, etc. Esta é a realidade que muitos donos não conseguem identificar e respeitar. Infelizmente, por que gostam menos dos seus cães do que aquilo que julgam gostar.

Quem não tem condições morais para ter um cão, faça um favor, não tenha. Para bem de todos!

Cláudio Nogueira
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Nem 8…Nem 80!

 

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Considerando sempre a especificidade de cada raça ou cada cão enquanto um indivíduo de uma raça e espécie, o treino deve ser o mais adequado possivel. Num mundo cada vez mais virtualizado, mecanizado, irracional, fundamentalista, fútil e insensível, os cães directa ou indirectamente são vitimas desta triste realidade. Nada substituirá o relacionamento real de um cão com o seu semelhante. Nada substituirá o relacionamento real de cumplicidade entre o Homem e o Cão.

Os valores das pessoas e as suas verdadeiras necessidades estão deturpadas ou pouco claras na cabeça de alguns. Uns querem “Jipes” dotados de pinturas metalizadas, Ar Condicionado, Estofos em Pele, Blue Ray nos bancos traseiros, tudo isto, pelo conforto de subir um qualquer passeio junto ao Shopping. Carros de muitos cavalos, dotados de velocidades vertiginosas , são usados em meio urbano por pessoas de meia idade para passear uma qualquer “menina” cujo o intuito é impressionar. Na maioria das vezes e para ambas as situações, o condutor não dá conta do “recado”. Exibir o Telemóvel ou o Tablet de topo de gama cuja finalidade principal é colocar um post no “face”, remete para “2º plano” as verdadeiras e desconhecidas potencialidades dos equipamentos utilizados.

Para estar na moda, por mero capricho, vaidade, problemas de auto estima, solidão, prenda fofa de Natal…compra-se ou adopta-se um cão. Um animal dotado de características muito próprias e de grande potencial.

Um cão, com o passar do tempo e devido ao inevitável crescimento, coloca a descoberto as mais diversas “incompatibilidades” entre o Homem e o chamado “Cão de companhia”.

Enquanto o Homem saboreia o gelado e assiste à sua série televisiva de eleição, o cão desespera por correr atrás da sua “presa”. Enquanto o Homem, freneticamente dedilha no chat de uma qualquer rede social, o cão pouco estimulado e carregado de energias, direcciona a sua “ira” para a perna do sofá. Cansado de uma noitada com os amigos, pela manhã, o Homem deixa-se dormir, já o cão, “teima” em não encontrar a rotina, vendo-se forçado a fazer as necessidades fisiológicas em local “menos adequado”. O Homem, com o peso na consciência de não dar muita atenção ao seu “Cão de companhia”, leva-o passear. Quando o Cão, animal social, pensa que vai interagir com o seu dono, este tira-lhe a trela deixando-o à sua mercê.

Este dia-a-dia, com o chamado “Cão de companhia”, teria muitos mais cenários para descrever. Cenários que estão na origem dos muitos problemas com os cães na nossa sociedade e com os quais rapidamente se conclui que grande parte das pessoas não pode e não deve ter um cão.

Esta realidade não é ultrapassada com Kong’s, Canais de televisão para cães, “Encantador de cães”, Castrações, Calmantes para cães mas sim com o bom senso de se perceber em tempo útil que a decisão de ter um cão não passa por uma atitude impulsiva e pouco ponderada.

Aos mais experientes e conhecedores cabe o papel de sensibilizar ( pedagogicamente ) actuais e futuros detentores de cães para os seus deveres e obrigações. Não é uma tarefa fácil. A maior parte dos detentores “sabem tudo”, viram uns vídeos no Youtube.

Não menos grave, são os interesses da industria “Pet” os quais sem pudor tomam formas cada vez mais extravagantes e perigosas. Não raramente, a “ciência” segue os interesses comerciais manipulando os mais puros e ingénuos detentores de cães. Não fosse esta realidade por si só suficientemente assustadora, do outro lado da barricada, surge o fundamentalismo dos “direitos dos animais” que a toda a hora e a todo o instante lança uma petição ou elabora um manifesto que esconde o verdadeiro sentido do mesmo ( a ponta do iceberg mostra o que mais toca e sensibiliza aqueles que sem interesses gostam de animais, escondendo a verdadeira cabala ) . Os reprodutores de cães são confundidos com criadores, um cão com Pedigree é visto como uma excentricidade, o treino de cães como um abuso sobre a liberdade do cão, etc. Na “penumbra”, espreitam os emergentes especialistas em comportamento, aqueles que minimizam no cão de pequeno porte o “Não morde”, o “Não pula” e o mais desejado “ Não puxa”. Tudo baseado em “métodos científicos” que exploram a estimulação física e psíquica do cão, dizem.

Estamos a passar do 8 para o 80, onde mais uma vez o cão sai desvirtuado e perdedor. Não menos grave os menos informados aderem a serviços, produtos ou a causas de direito animal ( defendidas por algumas entidades cinzentas ) que apenas tiram partido da ingenuidade de terceiros, escondendo o verdadeiro propósito que as move ( vejam o que estas organizações, de forma concertada pelo mundo, colocam na agenda dos seus eventos e percebam o seu verdadeiro propósito ).

NOTA: Informem-se sobre o que tem vindo a ser descoberto sobre algumas organizações internacionais de defesa dos direitos dos animais.

Estarei sempre ao lado da verdadeira defesa dos direitos dos animais mas nunca ao lado de crenças e visões fundamentalistas da vida. Debate, diálogo e direito à diferença, sim. Guerras de ideologias cegas, não. Estas últimas tem um nome que todos nós conhecemos e receamos.

Muita atenção! Muito cuidado!…Bom senso, Respeito, Democracia são valores a preservar. Demagogia e Fundamentalismo, não são o caminho. Nem 8…nem 80!…

Cláudio Nogueira
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